Friday, April 14, 2006

O flagelo do álcool na estrada!



Decididamente vivemos num mundo hipócrita onde mais vale parece-lo do que sê-lo!

A maioria dos Portugueses, e não aceito que me digam que não, gosta de um belo Jantar bem regado, naturalmente que após um Jantar destes dificilmente algum de nós sairá de lá com uma taxa de alcoolémia inferior a 0,2 (pouco mais que duas imperiais num individuo de estatura mediana) mas o nosso governo devidamente assessorado pelas Companhias de Seguros e as suas estatísticas, acha que grande parte dos acidentes são causados pelo álcool! Deixem-se de hipocrisias! Então não conta a falta de civismo, não conta o péssimo estado das nossas estradas, não conta a deficiente sinalização e o mau estado do nosso parque automóvel? Não. Pelos vistos, quem manda não se sente com capacidade para conduzir um automóvel se tiver bebido duas imperiais! Ou será que arranjaram um belo “bode expiatório” para justificar o excesso de sinistralidade no nosso pais?
Ora eu, após esse dito jantar desloco-me, bastante satisfeito após mais um convívio agradável com os amigos, no meu automóvel cumprindo a preceito o que está estabelecido na lei, vem um indivíduo daqueles que acha que a estrada é só dele e que os outros têm que se desviar para não impedir a sua deslocação e manda-me um pancadão na traseira. Chateado, mas já a pensar naquilo que aprendi no código, quem bate por trás é culpado, vou ter com o tal indivíduo e preparo-me para o preenchimento da bendita declaração amigável, qual é o meu espanto, quando após o agente da autoridade me pedir para soprar ao balão e o aparelho marcar 0,21 me informam que afinal o culpado do outro tipo me espetar um pancadão por trás sou eu porque apresentava uma taxa de alcoolémia de 0,21! O nosso amigo “fangio” segue a sua vidinha e eu acarreto com as responsabilidades da sua falta de civismo e respeito pelos outros.
Não aceito, a não ser que dê motivos para o contrário, que um aparelho da polícia diga se estou ou não em condições de conduzir. Aceito, isso sim, que um indivíduo que desrespeite as regras pré estabelecidas e se prove que estava com taxa de alcoolémia acima do permitido seja duramente responsabilizado. Falam-me alguns de que não pode ser assim porque se trata de prevenção e não punição! Prevenção?! Escondidos em cantos recônditos à caça de pessoas sérias que não se acham nenhuns criminosos para sentiram necessidade de “fugir”? Admito, tê-lo feito algumas vezes visto que quem define se estou ou não em condições de conduzir é a máquina que o agente da autoridade tem na mão e não a minha atitude perante a estrada, os outros e a condução!

16 comments:

Lúcio Balula Júnior said...

Quanto a mim, uma grande parte do problema da sinistralidade está na velocidade excessiva que os automóveis atingem, pois há automóveis que atingem velocidades que chegam perto dos 200kmh, e outros até ultrapassam essa velocidade, em estradas onde a velocidade máxima é 120kmh. O problema está nos fabricantes, pois produzem carros que atingem velocidades que não estão dentro das normas, pois o limite de velocidade nas estradas europeias não é 200kmh ou até 250kmh, há motas no mercado que dão 300kmh, estamos, a meu, ver num mundo de doidos. Todas as estradas na União Europeia têm limite de velocidade, não deveria a Comissão Europeia meter um pouco de ordem no assunto, uma vez que o excesso de velocidade é outra das causas da sinistralidade, para além do álcool, etc. Há aqui também uma falta de civismo, prova disso é o facto de eu quando falo com as acerca deste aspecto da redução da velocidade dos carros por fábrica, dizem que estão contra. Quase todos gostam de acelerar, e não pretendem por isso qualquer redução da velocidade que o seu automóvel atinge. Os esclarecimentos que me dão para defender a sua opinião chegam mesmo a ser vergonhosos. Como, isso não se pode fazer, o mal é do civismo da pessoas e não da velocidade dos carros, quando limitando a velocidade dos carros se corta o mal do excesso de velocidade pela raiz o que levaria menos gente a morrer, isso ia causar um enorme prejuízo às fabricas de automóveis, e por isso, mais vale matarmos mais seres humanos. A conclusão que tiro disto é que os automobilistas têm um prazer tal na condução em grande velocidade, que eu não nego que é bom, mas devido a esse prazer não se importam que milhares morram na estrada, nem que sejam eles, pois também podem vir pessoas em excesso de velocidade e chocar contra eles, o que os poderá levar à morte. Não percebo.

TSFM said...

De facto o meu amigo North tem razão, conta tudo para os acidentes e também o excesso de alcool, naturalmente. mas, o que também a mim me chateia mais é a atitude cobarde dos gnrrrs agachados numa moita qualquer a ver quem fez alguma asneirita para lhe tirar a matricula e "chincá-lo" com uma cartita para casa com a respectiva multa. Eu já fui assim apanhado...

Terreiro said...

Uma Páscoa com saúde é o que eu desejo!
Abraços

Zel said...

Quem faz a leis, tem motorista.....os caçadores da multa, aqui não são caça,! Pois sabem aonde estão os "predadores", quem se "kilha" é o ......


Grande abraço, e muito tinto do bom....rssssssssssss

Terreiro said...

Vem uma família completa no carro, quando um senhor, que vinha alcoolizado, embate violentamente nesse veículo e vitima uma família completa, salvando-se o filho mais novo (tinha meses). Aconteceu no IP4 faz alguns anos.

Estas situações estão constantemente a acontecer. E essa estatística está correcta.
Desculpa discordar, considero que és um homem de princípios e inteligente, para compreender esta problemática.
A estrada, a condução e o vinho (álcool) são para pessoas inteligentes e não para animais que bebem sem se importar com os outros e até mesmo pelo respeito da lei e cumprimento dos seus deveres como cidadão e condutor.

Custa a entender o teu ponto de vista!

Abraços

GreenSky said...

Terreiro, gostava de te informar que já morreu muita gente por levar com burros de frente com 0.0 e não é por isso que deixa de ser uma tragedia.

O 0,49 que agora se permitem e os 0.21 são apenas para caçar mais nota. A prova está no facto de que se fores caçado com taxas dessas vais para casa a conduzir com a carteira mais leve, a partir do momento que és apanhado deixas de ser um perigo.

Um abraço

Pistoleiro said...

Voltamos ao velho problema, eu até acho que há pessoas alcoolizadas a conduzir melhor que alguns condutores lucidos, no entanto, nao concordo com a redução da taxa de alcolemia, porque entendo que uma individuo com 0.50, não se encontre em condições de conduzir, creio que o problema da sinestralidade nas estradas portuguesas é por falta de qualificação e civismo que o efeito obriga, assim proponho a familialização dos adulescente em idade escolar com os sinais e regras de transito e uma melhor e mais intenção formação nas escolas de condução...

Terreiro said...

O greensky; por quem sois, a mim não terá que informar nada, terá sim que informar ou até mesmo formar “os burros dos alcoólicos que conduzem nas nossas estradas”.

Abraços

north said...

"Vem uma família completa no carro, quando um senhor, que vinha alcoolizado, embate violentamente nesse veículo e vitima uma família completa, salvando-se o filho mais novo (tinha meses). Aconteceu no IP4 faz alguns anos."

Desculpa lá Terreiro eu não costumo comentar aqui mas só queria complementar já que dizes "Custa a entender o teu ponto de vista!".

O acidente anterior ter-se-á dado por causa do excesso de alcool do individuo ou pela sua falta de civismo que o não levou a respeitar os outros na estrada?
Será que este individuo sem alcool já respeitava os outros e conduzia dentro dos limites legais? custa-me a crer! Quem não tem respeito pelos outros com alcool também o não tem sem ele!
E só um pequeno pormenor... 0,2 para que? porque não 0? porque assim ainda facturam algum!!
Desculpa mas é a minha opinião e como pareceu que confudis-te as coisas quis esclarecer! Não sou a favor de qualquer tipo de "fangios" com ou sem alcool, parece-me é que não é o alcool o factor de distinção entre quem tem condições para conduzir e quem não tem!

blogoexisto said...

É... os senhores governantes estão mesmo muito preocupados com os acidentes e com as mortes nas estradas portuguesas... tão simpáticos que eles são.
Só não percebo uma coisa... num país onde se morre como se morre nas estradas (com ou sem álcool) como é que se permite que a brisa obtenha os lucros que anualmente obtém. As auto-estradas são, como se sabe, espaços onde se pode circular em condições de segurança (reforçadas), no entanto essa segurança acaba por não estar acessível a todos, também aqui há segregação de acordo com as condições económicas de cada um. Repare-se que não está em causa o princípio do utilizador-pagador. Está em causa o princípio do lucro.

Por isso digo: tanta hipocrisia... até me dá azia.
Tanta "labuta", mas afinal são meros filhos da política activa.

Alex said...

Infelizmente já assisti à morte de uma amiga que seguia à minha frente de carro num acidente provocado por um alcoólico que desrespeitou as regras elementares de trânsito. Matou-a, matou-se e matou a família toda que trazia no carro (mulher, sogra e dois filhos pequenos). Por sorte não fui eu a levar com a besta - eram mais três segundos...

Por isso, tal como o terreiro, embora ache o limite de 0,2 g/l excessivo e já tenha prevaricado, a lei tem que ser dura para quem conduz e bebe uns copos.

Também já apanhei uma brigada de trânsito da GNR numa estrada que dava apenas acesso a um bar. Mandaram-me parar e depois de lhes mostrar os documentos perguntaram-me se tinha estado a beber.
Respondi que sim pois vinha do bar, que ia para casa que era logo ali mais à frente, que estava de férias e só tinha ido de carro porque tinha vindo de outras paragens.

Safei-me de boa... Se me colocassem o balão na boca ficava o mostrador a marcar 8888,88 ERROR.
Não se deve arriscar. É perigoso.

Speekcs said...

Restam-nos duas hipóteses, por um lado acabar com os carros, ( mas esta é complicada, pois nós vamos lá dentro, mas eu reconheço que já "tentei"... felizmente sai ileso ) ou por outro acabar com o famoso álcool. ( tambem reconheço que já tentei, mas não obtive resultados, pelo contrário, ia acabando comigo )...
Restanos conduzir civilizadamente, e se conduzir não beba.

Anonymous said...

eu concordo com o autor do blogue. isto foi feito para as companhias de seguros lucrarem não pagando o que deviam. entendo que um individuo que bebeu demais pague uma multa e , até k seja inibido de coduzir nesse estado. mas porque é que as companhias de seguros hão ficar isentas de pagar o que devem, elas existem exactamente para assegurar que, caso tenhamos culpa do acidente elas se responsabilizam. pagamos para isso. eu geralmente nunca bebo nada exactamente por causa dessa lei. sou baixa e com qualquer insignificância de 1/4 de copo de vinho ultrapasso logo e em muito o limite e fico assim quse 24 horas . já testei e fiquei parva! para mim é simplesmente a lei seca porque preciso de conduzir todos os dias. mas dantes bebia algo de vez em quando,às vezes, numa festa, numa saída,até me excedia um pouco e, no entanto, conduzi sempre com muito cuidado.nunca tive acidentes por minha culpa!mas agora não bebo nada por causa do limite que é tão baixo que eu só de provar estou logo fora da lei! é um limite absurdo de tão baixo e, tens razão, é só para favorecer as companhias de seguros. concordo com limites, mas não este tão baixo que é práticamente equivalente ou à lei seca, ou a deixar o cidadão que paga o seguro sem qualquer proteção! são os governantes que temos. e depois querem o nosso voto! ora, as companhias de seguros que votem neles, elas e os bancos e grandes empresários! votar neles, para quê? para nos tramarem com a nossa permissão?

Anonymous said...

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