Tuesday, July 20, 2010

Mais do mesmo


Já cá não vinha há algum tempo mas depois das declarações do Sr. Dr. Passos Coelho (fui grande fã dele até há pouco tempo) tinha que vir descarregar a minha ira originada pelas ditas...
Então não é que este amigo quer roubar-nos o pouco que ainda nos resta? Onde que o amigo ouviu dizer que "hoje há já uma grande quantidade de portugueses que pagam duas vezes, nos impostos e nos serviços privados", no seu circulo de amigos? quer dizer que o meu amigo anda preocupado com essa "grande quantidade de portugueses" que paga duas vezes ? bem me parece, só que a sua noção de "grandes quantidades" deve ser directamente porpocional à "grande quantidade" de neurónios que o Sr. Dr. tem activos.
Quer dizer que, na sua opinião, se hoje o meu "patrão" estiver de mau humor ou, se por acaso, por ir buscar a minha filha à escola, saio somente uma hora após o meu horário de trabalho e não fico pela noite dentro a ajudar a combater as dificuldades da empresa à custa da minha exploração, o dito patrão, alegando o facto de não ser "uma razão atendível" me ponha no olho da rua?
Dr. Passos Coelho julgava-o mais interessado em defender os interesses dos Portugueses e das, cada vez mais, familias com dificuldades mas pelos vistos enganei-me redondamente... disso já nós lá temos há 5 anos!

Wednesday, January 02, 2008

O cigarrito...




Pois é, actualmente os indivíduos da minha laia, e saliento o termo, da laia dos fumadores, foram escorraçados de todos os locais de convívio, lazer, trabalho, etc.
Se queres continuar a fumar, vai para a rua simplesmente!
Mas, Sr. Ministro, não se arranja pelo menos umas salitas de fumos à conta do governo? É que, como se apregoam tanto as chamadas “salas de xuto”, pensei que talvez também arranja-se qualquer coisinha para nós, os ignóbeis fumadores.
Ouvi hoje o Eng. Macário Correia, todo satisfeito, vangloriar-se de que já ele tinha iniciado esta luta por uma vida mais saudável a 15/20 anos atrás. Disse ainda, que comprou um maço de tabaco quando tinha 14 anos, fumou meio cigarro e ficou extremamente mal disposto, não conseguindo entender, como alguém pode fumar um cigarro saber-lhe bem e depois fumar outro e outro e continuar todo satisfeito. Pois olhe Sr. Eng., eu não consigo entender como é que alguém como o Sr. Eng. vai todos os dias para o trabalho de bicicleta, realiza todas a actividades diárias que exigem deslocação local de bicicleta, e chega todos os dias a casa muito bem-disposto. Satisfeitíssimo, no dia seguinte, volta a fazer o mesmo. Será porque todos somos diferentes? Será que isso é definição de liberdade? não sermos todos obrigados a ter uma vida saudável, podendo, dentro dos princípios da liberdade, alguns de nós optarem por determinadas atitudes menos ortodoxas aos olhos da sociedade, mas importantes para o seu prazer pessoal e para a sua saúde psicológica, esta também importante?
Logicamente, aceito que quem não fuma, não pode e não deve ser obrigado a respirar o meu fumo, aceito igualmente que não se possa e não se deva vender tabaco a menores e que essa situação seja devidamente penalizada, só não aceito que os fumadores sejam tratados como um bando de marginais escorraçados de todo e qualquer local de convívio de social em nome de quem não fuma.
Aceitaria de bom grado que se tivesse criado a figura de Cafés, Restaurantes, Discotecas, etc. para não fumadores (lógico que no local de trabalho esta situação é incomportável) e as pessoas passassem a frequentar os locais que mais lhe agradassem. Aceito perfeitamente que me seja vedado o acesso a um local de não fumadores, querendo eu fumar nesse local, assim como seria também vedado o acesso a um não fumador em locais de fumadores se o local não estivesse nas condições de salubridade por este pretendida, ou então teria que se sujeitar a essas condições, no caso de optar por entrar, como eu me sujeitaria no caso de entrar em local de não fumadores, mas pelo menos tinha o direito de escolha e tinha opção coisa que não tenho neste momento.
Posso complementar dizendo-vos que não me chateia muito, mais esta imposição do nosso querido governo (farto de imposições já estou eu, qualquer dia habituo-me), acabo por gastar menos dinheiro em cigarros e fumar menos, só me chateia este tipo de atentado à liberdade como se houvesse 2 ou 3, os fazedores de leis, que mandam nisto tudo sem se incomodar ou pedir a opinião de quem quer que seja e sem a preocupação, neste caso, pelas minorias.


Volto a salientar que estou de acordo que não podem ser, os não fumadores, obrigados a respirar o fumo dos que fumam, só acho que deveriam ser deixadas alternativas para os que fumam.
Por hora, ainda não é proibido fumar na rua ou em casa de cada um, pelo menos até que algum iluminado se lembre, que nós o fumadores estamos a contribuir para o aquecimento global. Não deve faltar muito. Podem preparar-se que a seguir é o álcool, há muito boa gente que fica extremamente sentida e adoentada com o cheiro a álcool nos locais de diversão, portanto, por uma questão de bom senso e saúde pública, e já que faz tão mal e é também uma das principais causas de morte no País, proíba-se o consumo de álcool nos estabelecimentos comerciais (nos Estados Unidos, há uns valentes anos tiveram essa ideia e deu bom lucro para alguns…).
PS: gostei imenso de alguém que disse, não me lembro quem foi, “…retirar a liberdade aos fumadores? Nem pensem nisso, agora até fumam ao ar LIVRE.”.
Cumprimentos,

Sunday, December 09, 2007

Em nome da Segurança.

Lembro-me de ver nos filmes de ficçao cientifica, não me ocorre agora nomear algum, um futuro supostamente distante onde eramos de tal forma controlados que não se podia se quer ir à casa de banho fora de horas que eramos reprimidos. Pois acreditem meus amigos, esse futuro distante, está mais breve do que aquilo que imaginam! E o problema é que passivamente todos vamos concordando e ajudando a construi-lo em nome da "segurança". Recebi o texto seguinte no meu mail, e nada melhor para descrever o meu estado de alma do que o que aí foi explanado. Desde já vos digo que o texto não é meu, se o seu autor pretender, poderá aqui divulgar a sua autoria mas como pode haver medo de represálias, nada o obriga a fazer isso.

"A meia dúzia de lavradores que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da fast food, para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e petiscos, a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A solução final vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
Em frente à faculdade onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido. Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido. Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido.
Só industriais. É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
As regras, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta produto não válido, mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro."

Nunca o teria eu dito de forma tão completa. E o problema é que, quando todos estivermos dependentes desses grandes grupos económicos que têm capacidade para sobreviver (ou quem sabe escapar) a estas regras, e metade de nós no desemprego, nem sequer as nossas "hortinhas", para quem as tem, nos deixam semear, sempre em nome da nossa segurança claro.

Monday, July 23, 2007

Quanto mais mal...mais satisfeito fico.


Passei hoje por um blog e ao analisar alguns comentários sobre o excesso ou não de funcionários públicos, veio-me à memória a justificação para o facto de o Eng.º Sócrates manter a sua popularidade em alta.
A história baseia-se na velha anedota do emigrante Português que trabalha na Alemanha na recolha do lixo, juntamente com um trabalhador alemão. Ao verem passar um tipo alemão “montando” num fantástico Audi A6, último modelo, comenta o Português: F… da P…, para teres esse carrão ando aqui eu a trabalhar no duro dia e noite, havias de perder tudo e vires para aqui trabalhar connosco para ver o que a vida custa! Pensa o alemão, “vou trabalhar o mais que puder e daqui a alguns anos conseguirei ter o que ele tem”.
Ora isto explica perfeitamente os resultados das sondagens de popularidade do governo. O Eng.º Sócrates, pessoa inteligente, sabe que país está a “governar” ao retirar as tão apregoadas “regalias” (que sinceramente ainda não percebi o que são, talvez sejam as melhores condições de vida que alguns foram conseguindo ao longo dos anos), sabe que vai ter muito Português a esfregar as mãos de contente porque o governo lixou este ou aquele. Quem de vós ainda não comentários do género “bem feito, aqueles gajos não faziam nenhum agora é que vão ver o que é trabalhar”? O governo sabe que vai ter os Médicos satisfeitos porque “lixou” os Professores, os Professores satisfeitos porque “lixou” os médicos, a restante sociedade satisfeita porque “tramou” a Função Publica, etc. Alguém terá sempre uma satisfação qualquer porque o Governo retirou alguma “regalia” que outro tinha e nós por qualquer motivo ainda não tínhamos atingido.
Com tudo isto pergunto, alguém já se interrogou o que de bom feito para o desenvolvimento da nossa sociedade ou será que só nos preocupamos em ver se os Funcionários Públicos ou quaisquer outro tipo de Funcionários ficam tanto ou pior que nós? É porque se assim for, só paramos quando estivermos todos no “fundinho” muito felizes, porque já não há ninguém melhor que nós e já ninguém tem qualquer tipo de “regalias” (privilégio que resulta de determinada actividade profissional).

Sunday, July 15, 2007

Money...Nós os Ricos


Dinheiro, o maior problema da nossa civilização. Rouba-se, mata-se, engana-se, rapta-se, e sei lá que mais por dinheiro. Ainda não nos apercebemos que há coisas muito mais importantes na vida, do que o dinheiro tais como a própria vida.
Entristece-me ver que por uma pequena divida qualquer (ou grande), alguém tire a vida a outro e ainda por cima confesse, como se isso fosse desculpa suficiente, que era essa a sua intenção porque foi ludibriado toda a vida. E a vida da pessoa que se foi? Isso não interessa? Haverá alguma solução para a vida que foi ceifada? Haveria alguma solução para rectificar aquilo de que o “assassino” se queixava? Talvez, mas desta forma nunca o iremos saber.
Em conversa com alguém aqui há dias, conhecido por ter boas aplicações financeiras nos bancos, dizia-me: “espero que as taxas de juro continuem a subir quanto mais melhor para ver se isto volta ao antigamente”. Na minha inocência, e defendendo os meus princípios de uma sociedade de igualdade, retorqui: “pois é amigo mas olhe que isso é uma chatice, porque as pessoas não vão ter capacidade para honrar os seus compromissos com os bancos e vão ficar sem as casas, os carros, etc.” ao que ele responde: “pois, mas isso mesmo é que era preciso, antigamente, antes do 25 de Abril, nós os ricos, éramos respeitados, tínhamos as casas, as terras, etc. e quem precisa-se pagava-nos aluguer, agora vieram com essa moda de que toda a gente tem que ter uma casa e um carro onde é que já viu isto? Isto devia voltar ao antigamente, eles perdiam as casas ou lá ou que fosse, nós comprávamos a bom preço e depois se quisessem alugavam-nas. O mundo é para quem tem dinheiro não é para esses pés rapados que se querem igualar a nós”





Viva o verdadeiro espírito capitalista!

Friday, July 13, 2007

O Bicho Papão


Voltei passado tanto tempo sem cá por os pezinhos, mas posso vos garantir que não fui censurado!
Passei cá hoje para colocar uma “colagem” de um texto que recebi no meu correio electrónico de alguém não identificado mas que retrata perfeitamente aquilo que me vai na alma!
Por isso Sr. 1º Ministro cumpra com os meus direitos que eu nunca lhe falhei com os meus deveres ainda que não concorde com eles ou que dêem cabo do meu défice familiar.
Então ai vai:
“Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, emuito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social. O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a SegurançaSocial. E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros. Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 eurospara si.Em resumo:Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55. Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21. Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.
Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.Eu pago e acho muito bem, portanto exijo: um sistema de ensino que garantacultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos. Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa, Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país, Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam. Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano. Uma maquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos. Eu pago, e por isso quero ter, quando chegar, a reforma garantida e jardinspúblicos e espaços verdes bem tratados e seguros. Polícia eficiente e equipada. Os monumentos do meu país bem conservados e abertos ao publico, uma orquestra sinfónica. Filmes criados em Portugal. E, no mínimo, que não haja um Único caso de fome e miséria nesta terra. Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem aoEstado 100 euros de receita. Portanto, Sr. Primeiro-ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto. Um português contribuinte."

Thursday, February 15, 2007

007 Licença para matar...


Finalmente Portugal ao nível do resto da Europa. Já temos licença para matar um Ser Humano até ás 10 semanas de vida!
Aguardo agora com paciência que os mesmos apoiantes deste histórico objectivo nacional me ajudem a elaborar o pedido de um referendo para que possamos matar os touros em Barrancos! Ou será que para eles é mais importante um touro do que uma criança?
O governo está mobilizadíssimo para conseguir levar por diante a árdua tarefa de criar todas as condições para que o aborto até às dez semanas seja praticado nas melhores condições de higiene e acompanhamento (da parte psicológica parece que já desistiram), agora já há dinheiro para tudo isso? Então onde é que está a crise o défice, etc..

Queixavam-se os apoiantes do sim que as coitadas das Senhoras portuguesas tinham que ir a Espanha abortar! Não vejo qualquer problema nisso, o nosso próprio governo manda-nos a Espanha para que lá nasçam os nossos filhos!
Por último gostei imenso do discurso de vitória da principal campanha do “sim”, não se tocou uma única vez na palavra aborto, a dada altura eu já me interrogava o que afinal teria sido votado neste referendo, se a despenalização do aborto ou o acesso da mulher a cuidados de saúde até então não acessíveis por esta!
Há que ter coragem, assumir as atitudes e chamar os bois pelos nomes, eu votei contra a despenalização do aborto, outros votaram a favor da despenalização do aborto e não a favor da utilização do acesso das mulheres a cuidados de saúde que desde que me conheço sempre os tiveram!

Thursday, October 12, 2006

Sondagens de popularidade! (??)


“Entre 80 e 100 mil trabalhadores afectos à CGTP concentraram-se esta tarde junto à Assembleia da República, para exigir ao Governo novas políticas económicas e sociais. Segundo o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, quanto mais tempo o Governo retardar nas respostas aos protestos, mais os problemas se agravam.” SIC

“À porta do hotel, onde Sócrates irá apresentar a sua moção política de orientação nacional, cerca de 250 professores, com cartazes e braçadeiras negras, protestaram contra a política de Educação do Governo, e apuparam o primeiro-ministro, a quem chamaram "aldrabão" e "mentiroso".” SIC On Line

“A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, enfrenta hoje o quarto grande protesto de professores, numa marcha nacional contra a revisão do estatuto da carreira, na qual são esperados, segundo os sindicatos, cerca de 15 mil docentes.” JN

“Os consumidores domésticos pagarão mais pela electricidade a partir de Janeiro de 2007. A factura pode ser agravada em mais de 15 por cento. Esta penalização é atribuída sobretudo ao aumento do preço dos combustíveis e aos sobrecustos das energias renováveis. A notícia é avançada hoje pelo Diário Económico.” SIC

A propósito do "comício" de hoje, dizia o líder da bancada Comunista que "ficarão desmentidas as sondagens de popularidade do primeiro-ministro e do Governo”, nada mais errado, com todos estes dados atrás só fica provado que o homem e o seu governo são mais populares do que se poderia imaginar! Cada vez mais gente os conhece e cada vez mais são abrangidos pelas suas medidas! Hoje foram 80 a 100 mil a curto prazo poderão ser 500 600 mil e quem sabe se não ultrapassarão o milhão!
Força Sócrates! Como se viu hoje no "comício" o povo está contigo!!!Era um "comício", não era? a atentar os resultados apresentados nas últimas sondagens de popularidade só pode ter sido isso…

Tuesday, October 03, 2006

Pensamentos!!

A sociedade (da qual naturalmente faço parte) decepciona-me cada vez mais.
É lógico e racional, todos procurarmos obter o lucro nas nossas actividades diárias, mas daí até fazer disso a causa mais importante da nossa vida, passando por cima de tudo e de todos, vai uma grande distância. As pessoas facilmente confundem as duas coisas.
Em conversas com amigos, daquelas que surgem após almoços ou jantares prolongados, reparo que para grande parte deles não incomoda se A ou B é prejudicado.
No caso concreto, debatemos há dias os já tão badalados temas do fecho de Escolas, Maternidades e Serviços de Urgência. Todos me fizeram, ou tentaram fazer ver, os custos que implica ter escolas abertas com meia dúzia de alunos, os custos que implica ter as maternidades abertas para efectuar um pequeno número de partos por ano (eles até sabiam a partir de quantos era rentável) e os custos de ter um serviço de urgência aberto toda a noite para atender um ou dois indivíduos!
Custos elevadíssimos segundo os dados por eles apresentados, não discordo minimamente, preocupa-me, quando chegar a hora, e infelizmente não será num futuro muito distante, em que se analisem os eventuais custos que são para a nação e para o animal do “défice” (que eu gostaria de conhecer pessoalmente para dar uns murros na tromba), os idosos, os deficientes os desempregados. Estes não é possível fechá-los como se fecham os serviços, que lhes será feito?
Como disse no início este modelo de sociedade decepciona-me e entristece-me, não foi isto que me ensinaram quando cresci! Ensinaram-me a ajudar o próximo e não a explorar o próximo. À Educação, à saúde e à Cultura, todos devíamos ter direito e não só aqueles que o governo, mediante determinados factores de medida economicistas acha que têm. Sim meus amigos, não duvidem que em aldeias perdidas do interior, onde os filhos ainda são necessários para ajudar os pais no dia a dia de trabalho e o professor era dos poucos contactos com o mundo, muitos miúdos continuarão a crescer sem terem acesso à educação necessária, porque è muito caro manter um professor com esses dois ou três alunos.
Nunca hei-de aceitar aquilo que me querem impor em todo o lado, para mim, um Ser Humano continuará a ser um Individuo com um nome e uma vida e não um número que produz números e consome números.

Sunday, July 23, 2006

Compras no futuro!


No futuro, e ao exemplo dos Bancos, Companhias de Seguros e Agências de Viagens, comprar vai ser uma aventura divertida!

Cheguei ao Continente e vi a promoção do dia – Arroz Saludães a 0,45€ o quilo – fantástico, há que levar meia dúzia de pacotes. Chegado à caixa, a menina simpática apresenta-me a conta e vejo registado cada quilo a 1,50€! Porquê? Pretendo saber pois estavam marcados a 0,45€ o quilo!
É simples, explica a menina, 0,45€ é o preço do arroz depois tem 0,20€ como taxa de embalagem, 0,10€ como comissão de consumo de energia no Centro Comercial, mais 0,25€ por ter apenas comprado arroz e 0,45€ é a comissão de estacionamento.
De regresso a casa e já no átrio, escolho um café simpático e peço uma bica. Pelo sim pelo não já tinha visto previamente o preço do café que era diferente se tomado ao balcão ou na mesa, 0,50€ no primeiro caso e 0,60€ no segundo. Tomei ao balcão, coloquei 0,50€ e perguntei – quanto custa? - diz o empregado – 1,20€ - antes de eu responder explica – 0,50€ do café, 0,30€ da chávena, 0,20€ da colher e 0,20€ do açúcar!
Está explicado!

Saturday, June 17, 2006

Os malandros dos professores!!


Agora finalmente vão poder ser avaliados por nós pais!

Estou a espera que o Sr. Engenheiro, ou alguém da sua confiança, me envie os critérios de avaliação que irei aplicar aos professores dos meus filhos, tenho a certeza que há-de lá haver um "campinho" onde eu possa lixar os gajos. Então não é que os tipos não querem trabalho nenhum! Aliás, garanto-vos uma coisa enquanto não aparecer um que me agrade, hei-de corre-los a todos com negativas.
E depois outra coisa importante, esses tipos ganham que se fartam, como a nossa avaliação vai ajudar na progressão da carreira pela parte que me toca hão-de ficar sempre no mesmo! Hee! Hee!
O nosso amigo engenheiro, em conjunto com a sua excelentíssima Ministra da Educação, Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues (*), criaram aquela cena, impecável, de eles ficarem a tomar conta dos nossos putos até à noitinha e não é que os indivíduos não estão para aí virados!
Agora quando eu quiser, depois do trabalho, passar pelo Pingo Doce fazer umas compritas como é que me safo? Levo os putos atrás? Então para que servem os professores senão para tomar conta deles? Deixa apanhar cá o formulário das notações que eu digo-lhes como é! Razão tem a nossa Ministra da Educação que esses gajos são todos uns calões! Por mim era acabar com eles, ponha-se lá na escolinha uns contínuos a tomar conta dos putos de manhã a noite! Isso sim facilitava-nos a vidinha!

ASS: um Pai (in)consciente.

(*) Licenciada em Sociologia!!?

Sunday, April 23, 2006

A mesquenhice de certas mentes!


A maior parte de vocês sabe aquilo que eu penso sobre o Bono Vox e os U2, não fazia ideia que fosse possível alguém ter ideias tão estranhas e disparatadas sobre a campanha que o homem desenvolve para erradicar a fome no mundo cliquem neste link e digam o que acham! Afinal também há fanatismos no ocidente!
Como é possível haver mentes tão mesquinhas?!

Thursday, April 20, 2006

PSP cai numa emboscada!


Um grupo de jovens fez no passado dia 12 uma emboscada a vários elementos da PSP. Enquanto alguns deles vandalizavam a via pública, de madrugada, um ficou numa janela com uma câmara de filmar aguardando a chegada dos elementos da PSP, depois bastou que um provoca-se os agentes e levar duas ou três estaladas, enquanto o seu amigo filmava tudo da janela. Num instante tinham conseguido aquilo que queriam, foi só enviar a cassete para um canal de televisão e ai estão os nossos agentes a ser mais uma vez crucificados em praça pública!

E se a noticia tivesse sido contada assim?
Depois queixem-se que eles não fazem nada e só passam multas!

Friday, April 14, 2006

O flagelo do álcool na estrada!



Decididamente vivemos num mundo hipócrita onde mais vale parece-lo do que sê-lo!

A maioria dos Portugueses, e não aceito que me digam que não, gosta de um belo Jantar bem regado, naturalmente que após um Jantar destes dificilmente algum de nós sairá de lá com uma taxa de alcoolémia inferior a 0,2 (pouco mais que duas imperiais num individuo de estatura mediana) mas o nosso governo devidamente assessorado pelas Companhias de Seguros e as suas estatísticas, acha que grande parte dos acidentes são causados pelo álcool! Deixem-se de hipocrisias! Então não conta a falta de civismo, não conta o péssimo estado das nossas estradas, não conta a deficiente sinalização e o mau estado do nosso parque automóvel? Não. Pelos vistos, quem manda não se sente com capacidade para conduzir um automóvel se tiver bebido duas imperiais! Ou será que arranjaram um belo “bode expiatório” para justificar o excesso de sinistralidade no nosso pais?
Ora eu, após esse dito jantar desloco-me, bastante satisfeito após mais um convívio agradável com os amigos, no meu automóvel cumprindo a preceito o que está estabelecido na lei, vem um indivíduo daqueles que acha que a estrada é só dele e que os outros têm que se desviar para não impedir a sua deslocação e manda-me um pancadão na traseira. Chateado, mas já a pensar naquilo que aprendi no código, quem bate por trás é culpado, vou ter com o tal indivíduo e preparo-me para o preenchimento da bendita declaração amigável, qual é o meu espanto, quando após o agente da autoridade me pedir para soprar ao balão e o aparelho marcar 0,21 me informam que afinal o culpado do outro tipo me espetar um pancadão por trás sou eu porque apresentava uma taxa de alcoolémia de 0,21! O nosso amigo “fangio” segue a sua vidinha e eu acarreto com as responsabilidades da sua falta de civismo e respeito pelos outros.
Não aceito, a não ser que dê motivos para o contrário, que um aparelho da polícia diga se estou ou não em condições de conduzir. Aceito, isso sim, que um indivíduo que desrespeite as regras pré estabelecidas e se prove que estava com taxa de alcoolémia acima do permitido seja duramente responsabilizado. Falam-me alguns de que não pode ser assim porque se trata de prevenção e não punição! Prevenção?! Escondidos em cantos recônditos à caça de pessoas sérias que não se acham nenhuns criminosos para sentiram necessidade de “fugir”? Admito, tê-lo feito algumas vezes visto que quem define se estou ou não em condições de conduzir é a máquina que o agente da autoridade tem na mão e não a minha atitude perante a estrada, os outros e a condução!

Friday, April 07, 2006

Eu ladrão? Porquê?!


A perseguição movida nos últimos tempos pelas entidades ao pequeno consumidor é alarmante!
Quer seja da parte do estado através, essencialmente da Finanças, em perseguição desenfreada ao pequeno contribuinte que não declarou uma qualquer importância, quer seja através de entidades, ainda que privadas, que se lembram de que têm todo o poder e mais algum para mandar em tudo e todos sobrepondo-se inclusivamente à lei e criando eles as próprias leis!
Falo, como já se devem ter apercebido, da perseguição aos chamados “ladrões” de ficheiros da Internet, nos quais eu também estarei incluído! Admito que me acusem de pedir ficheiros a outros na Internet, mas não de que “roube” ficheiros da Internet!

1º- Não roubei nada a ninguém. Tudo aquilo que fui buscar a Net foi-me oferecido de livre vontade por quem que o tinha.

2º- Não sou obrigado a saber, e não há nada que me informe quando estou a receber algum tipo de ficheiro de um qualquer amigo simpático que mo disponibiliza gratuitamente, se esse conteúdo é ou não propriedade reservada de outrem, quando muito, poderei mas tarde ao analisá-lo aperceber-me que esse conteúdo foi criado por alguém conhecido, podendo ainda duvidar se não terá sido esse mesmo alguém (detentor dos direitos) que mo facultou na Internet.

3º - Nunca, em tempo algum vendi qualquer conteúdo, pedido a esses grandes amigos da Internet e cedido sem o uso de qualquer tipo de coacção, a ninguém, não tendo como tal que me preocupar que o “bicho papão” das finanças me acuse de vendas ilegais com fuga ao fisco.

4º Se eu recebo esses conteúdos, cedidos gratuitamente por quem os tem, não faz parte da minha filosofia de vida guardá-los só para mim egoisticamente e naturalmente que, conforme quem os tinha mos forneceu gratuitamente eu também os forneço gratuitamente a quem os pretender.

Não vejo então que tipo de “ladrão” eu serei e de que poderei ser acusado!
Será que me estão a confundir com esses tipos que encontramos em qualquer mercado ou feira a vender conteúdos, ainda por cima de qualidade duvidosa, sem que contribuam com os lucros obtidos para quem criou essa obra?
Será que não é por aí que o mal deve ser atacado?

Atacar o mais fraco sempre foi muito mais fácil!!

Monday, April 03, 2006

A Crise Part III


Os sinais alarmantes da crise continuam a fustigar a sociedade portuguesa! Segundo um estudo elaborado pela revista Forbes, Portugal tem cotadas 7 empresas nas maiores 2.000 do mundo, ou seja num universo de 2.000, 0,35% são portuguesas!
Numa população mundial de 6.488.578.564 a população portuguesa representa qualquer coisa como 0,15%, metade do rácio atrás calculado! ainda dizem que não geramos riqueza!
Por outro lado, segundo essa mesma revista Forbes, no Brasil o número de bilionários duplicou! onde é que eu já ouvi qualquer coisa parecida?!

Friday, March 31, 2006

O negocio do Papão de Aves e o amigo Americano


Vou deixar aqui um artigo pela primeira vez, como tal não vai ser sobre uma grande conspiração, mas outros se seguirão…

Alguém tem ideia de quantas pessoas morreram vítimas da gripe das aves desde que foi descoberto o h5n1 há nove anos no Vietname? 105 segundo o site da OMS.
Existem dois medicamentos potencialmente eficazes nos síndromes gripais, são eles o Tamiflu e o Relenza cujas característicos retirei dos próprios rcm’s

Tamiflu® - Oseltamivir - Roche

Indicações terapêuticas
“Tratamento da gripe em adultos e crianças com idade igual ou superior a 1 ano, que apresentem sintomas típicos de gripe, durante um surto de vírus da gripe. Foi demonstrada a eficácia quando o tratamento é iniciado nos dois dias seguintes à primeira manifestação dos sintomas. Esta indicação é baseada em estudos clínicos de gripe adquirida naturalmente, em que a infecção predominante foi causada por vírus influenza A.
Profilaxia após exposição, em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 13 anos, depois de um contacto com um caso de gripe diagnosticado clinicamente, durante um surto de vírus da gripe.”

Relenza® - Zanamivir – Glaxo SmithKline

Indicações terapêuticas
“Indicado no tratamento da infecção pelo vírus Influenza tipo A e B em adultos e adolescentes (≥ 12 anos), que apresentem sintomas típicos da infecção, quando se verificarem casos de gripe na comunidade.”

Sendo os dois medicamentos muito idênticos, porque será que o Tamiflu passou de vendas de 254 milhões no ano 2004 a mais de 1.000 milhões em 2005 e as do Relenza (que até é mais barato) praticamente não cresceram?
O Tamiflu foi o medicamento que gerou o maior crescimento entre 2004 e 2005, com um aumento de 370%. Não foi por acaso que a produção foi multiplicada por dez desde 2002.
O potencial dos antiviricos orais, nesta área, é muito baixo, primeiro porque o vírus apresentas grandes mutações, segundo porque ainda não há muitos doentes humanos para se poder testar e terceiro porque não foi estudado/concebido para a gripe das aves.
Então porque se está a criar o pânico e a vender gato por lebre?
O segredo talvez esteja no facto de o produto não ser da Roche.

Quem desenvolveu o Tamiflu foi a Gilead Sciences Inc.

Sabem quem era o presidente em 1996 quando o produto foi vendido á Roche? Donald Rumsfeld (sim, o homem que viu armas no Iraque)

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, continua a ser um dos principais accionistas da empresa.
No ano passado, após grandes pressões sobre a farmacêutica Suiça a Gilead Sciences Inc conseguiu renegociar o acordo de comercialização do Tamiflu e arrecadou mais 62,5 milhões de dólares.

Os governos estão a gastar biliões para nos protegerem de uma pandemia que já fez cento e tal mortos a nível mundial (em 9 anos) e com um produto que em termos de eficácia ainda não demonstrou nada.
Para terminar gostaria de salientar que a origem do Tamiflu é o anis estrelado, uma planta que pode ser encontrada em qualquer ervanário.
E ainda há gente conta a fitoterapia.

Tuesday, March 14, 2006

Nova forma de fusão!


Com a OPA do BCP Millenium ao BPI passei a conceber a possibilidade futura, de se desenhar uma nova forma de fusões, inicialmente poder-se-á aplicar às empresas e mais tarde, quem sabe, aos próprios estados.
Segundo o Dr. Paulo Teixeira Pinto e passo a citar “… se legalmente fosse possível fazer uma proposta de fusão unilateral era o que teríamos feito, a lei não concebe esta figura jurídica as fusões são por natureza designadas pelas duas instituições ou mais envolvidas nesse acordo…” (In Conferência de impressa de 13Mar2006 no Palácio da Bolsa no Porto).
Posto isto, espero que brevemente a lei que aflige o Dr. Paulo Teixeira Pinto e o Millenium seja alterada, facilitando estas fusões unilaterais. Tornar-se-ia muito mais fácil aos grandes grupos económicos adquirir, perdão, fundir-se com as empresas que entendessem, sem ter que dar satisfações a quem quer que as representasse. Mais tarde, e com esta lei aplicada ao nível dos próprios estados, na Europa pelo menos, poderia ser que os espanhóis optassem por uma fusão unilateral com Portugal a ver se as coisas se componham.

Thursday, March 09, 2006

A Crise Continua !!!


Foram ontem revelados novos dados que comprovam mais uma vez a crise profunda em que se encontra o nosso país!
A EDP apresentou 1.071 milhões de euros de lucro no ano de 2005, atingindo o maior lucro de sempre de uma empresa portuguesa, com um crescimento de cerca de 300% face a 2004. Naturalmente que a venda da posição que tinha na Galp ajudou a este numero, tendo originado um encaixe de cerca 397 milhões de euros. Mas o melhor, e dito pelos administradores com muito orgulho, foi a redução dos custos operacionais em cerca de 30% para os quais contribuiu o despedimento de cerca de 2.000 funcionários. Lembra ainda João Talone, que apesar de tudo, este foi um ano com muitos condicionalismos a nível de imposições do estado para o congelamento dos preços energéticos, criando restições à actividade energética!! imaginem se assim não fosse! onde vamos nós (o povo) parar?

Sunday, March 05, 2006

Conseguimos o Défice zero...


O governo de Sócrates ficou para a história do nosso país como aquele que consegui levar o défice até zero em 2008!
Sócrates, ficou conhecido internacionalmente como o politico português que conseguiu reduzir o défice de Portugal na primeira década de 2000. Após ter encerrado a maior parte dos pequenos Centros de Saúde, Escolas e alguns Hospitais mais modestos, ter aumentado o IVA para 40%, reformular o Sistema de Protecção Social (o governo não é pai de ninguém), acabar com o pagamento de reformas antes dos 90 anos, deixar de pagar subsídio de desemprego a quem tivesse um quintalzinho para plantar e colher os seus próprios meios de subsistência (não se justifica este pagamento visto terem uma forma de subsistir) e implantar a eutanásia obrigatória para todos os que representassem um custo para o estado, a partir dos 95 anos, as contas públicas começaram a atingir o ponto de equilíbrio, tendo este prestado um excelente serviço aos olhos da União Europeia. Finalmente Portugal tem o problema do Défice resolvido.
Sócrates, agora aposentado, vai apresentar publicamente o seu novo livro “Como conseguir criar um estado rico, evitando as críticas quer da oposição, quer do povo”, onde aponta, entre outras medidas, a melhor forma de conseguir fazer com que todas as pessoas que representam custos, emigrem ou simplesmente mudem de nacionalidade para evitar despesismos desnecessários com a população. Perto do final, explica, “…ficam todos aqueles que possam contribuir com os seus impostos, tenham sistemas próprios de Saúde e Educação e paguem sempre que necessitem de qualquer serviço público…”. Salienta ainda pelo meio, que o mais trabalhoso foi conseguir centralizar todo o ensino e serviços de Saúde nas capitais de distrito, conseguido assim desencorajar grande parte da população a utilizá-los, devido quer à distância quer às fracas condições económicas, atendendo ao elevado aumento dos impostos. No final salienta que os fins justificaram os meios, tendo conseguido o excelente brilharete de regularizar o défice nacional que era o mais importante para a União Europeia.

In Economia global 05 Março de 2011